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Espiritualidade

Cada Irmã Serva de Maria Imaculada é chamada a viver uma espiritualidade trinitária, seguindo o exemplo da Mãe de Deus e conservando o patrimônio espiritual do Padre Jeremias, OSBM, o zelo pastoral do Padre Cirilo e a busca de santidade da Bem-aventurada Josafata.

Cada Irmã Serva de Maria Imaculada é chamada ao cultivo de uma espiritualidade que a permita
configurar sua própria vida em Deus de modo trinitário, isto é, no Espírito Santo, por Jesus Cristo, ao Pai, segundo o exemplo da Santíssima Mãe de Deus, padroeira da Congregação, conservando o patrimônio espiritual do Padre Jeremias Lomnytsky, OSBM,  o zelo pastoral do Padre Cirilo Seletsky, e a busca pela santidade de vida da Bem-aventurada Madre Josafata Hordashevska.

Com efeito, a espiritualidade da Congregação está fundamentada na espiritualidade bizantina que, como escreve São Pedro, nos chama a “participar da natureza divina” (2 Pe 1, 4). Isso significa que todos somos chamados a nos divinizarmos e não a nos tornamos “um deus”, mas a nos tornarmos mais plenamente participantes de Deus. A este processo, a espiritualidade bizantina chama de Theósis, que se inicia com uma metanóia, isto é, uma conversão permanente de coração centrada em Deus, no conhecimento de si mesmo, no coração como ponto de contato entre Deus e o ser humano, no corpo, na purificação do pecado, na penitência, no combate espiritual, no caminho da virtude, na caridade, na oração e na contemplação. Ora, manter uma vida de constante ascese, oração e vida sacramental, com em especial frequência ao Santo Sacramento da Penitência e ao Santo Sacramento da Eucaristia, permite-nos crescer na graça e nos assemelharmos a Deus. 

Na Congregação, particularmente, o processo de divinização se dá comunitariamente, seguindo o exemplo da Santíssima Mãe de Deus, a vivência do Evangelho e a fidelidade aos votos de obediência, castidade e pobreza, de acordo com o relato apostólico da vida dos primeiros cristãos: “Eles eram assíduos em ouvir o ensinamento dos Apóstolos e na união fraterna, na fração do pão e nas orações [...]. Todos aqueles que se tornaram crentes estavam juntos e mantinham tudo em comum [...]. Todos os dias, todos juntos, frequentavam o templo” (At 2, 42;44;46). O caráter comunitário da oração é um traço fundamental da espiritualidade bizantina, no qual o fiel situa sua vida espiritual na ação litúrgica. Assim: “O ápice da vida cultual da Igreja é a Divina Liturgia (do grego leitourgia = “obra do povo”), uma ação de Deus para os homens e dos homens para Deus. Na Divina Liturgia, o Pai nos introduz na plenitude de sua vida, dando-nos o seu Filho. O Filho, por sua vez, oferece a si mesmo como alimento na mesa da Palavra e na mesa do Corpo e Sangue, para que sejamos com ele concorpóreos e consanguíneos e tenhamos parte na sua divindade. A Igreja, recebendo esse dom de Cristo no Espírito Santo, responde-lhe com o oferecimento de si mesma, para que ele viva e aja nela como no seu Corpo. Assim Cristo, Cabeça da Igreja, junto com a Igreja, que é seu Corpo, oferece ao Pai, no Espírito Santo, louvor e ação de graças pela salvação realizada” .

Além do ápice da vida cultural de toda Igreja, que é a Divina Liturgia, algumas tradições que auxiliam no processo diário e contínuo de divinização, que fazem parte da vida das Irmãs, podemos citar, como por exemplo, as orações de jaculatórias, os ícones, a vida dos santos e suas relíquias, o uso de velas e incenso.