Aos 18 anos ingressou na Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada, motivada pela obediência absoluta e entrega de Jesus ao Pai, durante a sua vida oculta em Nazaré. Desde o início, assumiu com grande entusiasmo a sua caminhada espiritual.
Iniciando o noviciado das Irmãs Servas de Maria Imaculada, adotou o nome de Irmã Anatólia. Feito o noviciado, decidiu emitir os primeiros votos no dia 13 de setembro de 1904. Em 15 de fevereiro de 1911 engajou-se para sempre na Congregação, fazendo dela a sua profissão perpétua. Nessa data, Irmã Anatólia começou uma nova fase de sua vida. Fez a sua Profissão Perpétua tendo em vista que em breve partiria como missionária para o Brasil.
A viagem das primeiras sete religiosas ucranianas para a terra de Santa Cruz ocorreu entre 23 de fevereiro e 23 de março de 1911. Chegando ao Porto de Santos-SP, seguiram de trem até Ponta Grossa-PR, onde o grupo se dividiu.
Irmã Anatólia foi para Prudentópolis, assumindo as responsabilidades em relação à Igreja – casa de Deus e o serviço aos doentes. Destacou-se heroicamente nessa última tarefa. No seu entender, o doente é o próprio Cristo. Para bem atendê-lo, ela renunciou a tudo, ao próprio descanso e, às vezes, até à alimentação.
Dotada de um carisma especial, atendia a todos generosamente e sem exceção. Convicta de suas fraquezas humanas, colocava toda a sua confiança no Senhor e, com a ajuda de sua graça, operava verdadeiros milagres no campo da Medicina. A exemplo do próprio Cristo, seu esposo, passou por esta terra fazendo o bem a todos.
Irmã Anatólia exerceu durante 13 anos a função de Mestra do Noviciado. Formou um grande número das primeiras Irmãs Servas brasileiras. De acordo com o testemunho de suas noviças, ela educava não só com as palavras, mas acima de tudo com o seu exemplo de verdadeira Serva de Maria Imaculada.
Em 1928 assumiu o cargo de Superiora Maior da Congregação e durante o primeiro Capítulo Geral na Ucrânia, em 1934, foi nomeada Superiora Provincial da Província São Miguel Arcanjo no Brasil. Enfrentou muitas dificuldades no exercício deste cargo de grande responsabilidade, mas com o seu espírito humilde e determinado, de oração e confiança em Deus, venceu os desafios, exercendo o seu mandato até 1947.
Zelosa pelo crescimento da missão das Irmãs, abriu 18 casas nas colônias espalhadas pelo Paraná e Santa Catarina. Procurou melhorar sempre mais o ensino nas escolas das Irmãs, providenciando oportunidades para que pudessem se aprimorar como professoras, fazendo cursos de férias e prestando os exames exigidos naquela época.
Depois de terminar a função de Superiora Provincial, ainda atuou por alguns anos como vice da superiora local e assistente da Mestra do Noviciado. Seus dois últimos anos de vida foram marcados de modo particular pela cruz. Acometida por uma incurável gangrena, passou-os no leito de dor. Este tornou-se o altar de imolação total pela Igreja, pela Congregação, pelos sacerdotes e pelo seu querido povo ucraniano no Brasil, para o qual dedicou o melhor de sua existência. Faleceu santamente em 16 de fevereiro de 1956, em Prudentópolis, confortada com os últimos sacramentos. Seus restos mortais aguardam a “ressurreição dos mortos” no cemitério da Paróquia de São Josafat, naquele município.
Como ajudava as pessoas na terra, Irmã Anatólia prometeu continuar ajudando depois da sua morte. Logo após o seu falecimento, as pessoas que a conheciam começaram a rezar pela sua intercessão e a receber graças. Em vista de sua crescente fama de santidade, foi iniciado o processo de sua beatificação em 18 de junho de 1993.
Considerando os seus méritos, foi-lhe destinada uma rua no Bairro Bacacheri, em Curitiba-PR. Algumas casas das Irmãs receberam-na como padroeira: Escola Madre Anatólia, em Curitiba; Casa Madre Anatólia, em Paulo Frontim; Vila Madre Anatólia (Casa das Irmãs idosas), em Prudentópolis; Apartamento Irmã Anatólia, em Lviv, Ucrânia.
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